terça-feira, 23 de abril de 2013

Principais Autos de Gil Vicente

- Auto Pastoril Castelhano
- Auto da Vicitação
- Auto da Barca do Inferno
- Auto da Barca do Purgatório
- Auto da Barca da Glória

terça-feira, 16 de abril de 2013

Video


Opinião do Grupo


 Gil Vicente em sua obra satiriza o juízo final, mas por trás disso tem um lado obscuro, onde pode deixar claro que a sociedade para ele está perdida, dos onze personagens diferentes na obra, apenas dois não foram condenados ao inferno, entre um deles estava um cavaleiro, que foi morto em nome da Igreja.
 Os mais simplórios personagens, como o sapateiro, foram condenados, dessa forma Gil Vicente moraliza todos de uma sociedade, visto que sua classe social não é de grande importância para a decisão de qual barca deverá entrar.
 Alem do sapateiro, personagens que em uma realidade utópica não deveriam ser condenados, acabam contradizendo, como o caso do frade, que diferente do que pensamos, foi condenado a ir para a barca do inferno.
 Concluímos que apesar da obra ser antiga, algumas criticas que Gil Vicente expressa, ainda é comum hoje em dia, como no caso de alguns comportamentos de personagens atuais da igreja e por ele mostrar que até os mais simples personagens podem se mostrar grandes pecadores, por isso merecedores da barca do inferno.

Referencias em Filmes

A obra de Gil Vicente pode ter referencias ou semelhanças em alguns filmes, como:

- Auto da Compadecida, onde ambas as obras são peças teatrais e apresentam o juízo final de forma satírica e com apelo moral


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Auto Barca do Inferno

 Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, é o primeiro auto da trilogia das barcas, onde a primeira parte conta a história dos barqueiros do inferno e do céu (glória) que esperavam os mortos para julgar se irão para o céu ou inferno. 

  

 O primeiro a ser julgado é um fidalgo de solar, onde se encontra surpreso ao ser condenado ao inferno por seus pecados, logo em seguida vieram um onzeiro, um parvo, um sapateiro, um frade, uma feiticeira, um corregedor, um judeu e um enforcado, onde apenas o parvo foi absolvido, e por ultimo veio os cavaleiros, estes não foram julgados por terem sido mortos em nome da Igreja.

 Gil Vicente, embora seja um autor religioso e defende o cristianismo, durante a peça teatral Auto da Barca do Inferno ele critica o comportamento do clero na época em que viveu, época conhecida como Renascimento ou Humanismo.

 Gil Vicente, tem o objetivo de moralizar utilizando histórias com contexto religioso, em oposição ao que deveria ser o correto.

 Embora o texto tenha sido escrito a mais de 400 anos, trata-se de temas bastante atuais, principalmente pela má conduta de alguns personagens importantes da igreja católica, como demonstra a reportagem a seguir. http://oglobo.globo.com/mundo/cardeal-escoces-pede-desculpas-por-ma-conduta-sexual-7729857


http://pt.scribd.com/doc/36482561/O-Auto-Da-Barca-Do-Inferno-versao-atualizada